Terror Noturno Infantil: O que é e Como Tratar

O terror noturno com certeza é um dos temas que intrigam muitos pais e também trazem muita preocupação de como lidar com essa situação.

Na verdade, o terror noturno é um distúrbio do sono ou parassonia, e é muito mais comum de ocorrer do que se pensa, essa situação também pode ser estendida até a vida adulta, os episódios de terror noturno tem duração de poucos segundos, e em poucos casos a duração pode alcançar 05 minutos de duração.

Existe uma confusão entre o terror noturno e o pesadelo, porém são situações diferentes, no caso do pesadelo é mais comum que a pessoa se lembre do que sonhou e ocorre nos momentos finais do sono, já no terror noturno é mais frequente que ocorram já no início do sono, e não é possível se recordar de nada.

terror noturno infantil

O que causa o terror noturno?

Não foi definido pela ciência qual o principal causador do terror noturno, porém há um consenso de que a causa seja advinda pela imaturidade do sistema nervoso central, o qual pode receber muito estimulo durante o sono.

Alguns fatores que possam ser contribuintes do aparecimento das ocorrências de terrores noturnos:

  • Excesso de cansaço,
  • Estresse,
  • Ocorrência de estado febril,
  • Casos de terror noturno na família,
  • Distúrbios do sistema respiratório,
  • Traumas na cabeça.

Uma das maiores preocupações dos pais é saber se os filhos sofrem com esse episódio, mas não há evidências de que o distúrbio cause sofrimento algum às crianças, mas é essencial que seja feito no berço ou na cama, uma barreira de proteção, pois a criança pode se lesionar devido aos movimentos bruscos durante o evento de terror noturno.

Sintomas do terror noturno.

Para identificar o episódio é bem simples, pois ocorrem alterações comportamentais na criança bem diversas das normais. Dentre os sintomas mais comuns estão:

  • Sudorese excessiva;
  • Aceleração do ritmo cardíaco;
  • Choro incontrolável;
  • Sentar-se na cama e olhar para o vazio;
  • Gritos e expressões de medo intensos;
  • Debater-se contra a cama;
  • Agressividade;
  • Andar ou correr pela casa.

terror noturno infantil

Devemos destacar que durante as crises, não se deve segurar a criança, pois pode ser prolongado o evento por maior tempo, o ideal é que a criança fique sempre em local apropriado com proteção nas laterais e longe de portas, janelas e materiais cortantes ou acesso a escadas, por exemplo.

Como é feito o tratamento do terror noturno

Se a ocorrência do terror noturno não é muito frequente, não é necessário se preocupar, pois pode ser considerado como fatos normais, se a frequência aumentar é indicado procurar ajuda médica, levando a criança a um pediatra que irá fazer o encaminhamento para o especialista indicado.

Para que seja feito um diagnóstico eficaz é necessário partir de uma análise da situação física e emocional da criança, bem elaborada com observações de tempo e constância do terror noturno, e também através de um exame especifico que consegue “scanear” o sono por completo, através do exame da polissonografia (exame do sono), na maioria das vezes não é necessário que se faça tratamento algum, já que é comum que os episódios não ocorram ao longo do tempo.

Quando a constatação for de que o distúrbio teve início através de uma causa psicológica ou física, o tratamento indicado é direcionado ao elemento causador do distúrbio em si.

O período do sono é subdividido em fases, que vão desde o sono mais leve ao mais profundo denominado também como Rem (que em inglês quer dizer “movimento rápido dos olhos”) esse movimento ocorre durante a ocorrência dos sonhos, os terrores noturnos, porém ocorre durante uma fase pré-sonho ou antes do REM e são consideradas como transtorno do sono misterioso.

Quando ocorre o terror noturno a criança pode ter reações violentas como choro intenso, gritos, gemidos e até mesmo se debater incontrolavelmente, o importante é que os pais mantenham a calma e não se desesperem durante a crise.

Qual atitude tomar durante a crise de terror noturno?

O primeiro instinto dos pais é tentar ajudar o filho durante a crise, mas não há nada que se possa fazer durante esse episódio, lembrando sempre que ele está dormindo e não é indicado que acorde a criança durante o evento.

A ação possível a se fazer e garantir a proteção do seu filho, é que não tente pegar nem segurar a criança pois pode ser prolongado a crise, em poucos minutos é possível que a crise vá diminuindo de intensidade e a criança se acalme sozinha.

Para que seja diminuído a incidência dessas crises é recomendado adotar horários determinados para a criança dormir, arrumar o quarto e delimitar o uso de celulares e brinquedos que ativem a atenção da criança e praticar um ritual de prática do sono, como contar histórias e organizar o quarto de forma ao ambiente ser silencioso e ter a iluminação adequada para o momento de descanso e reparação noturna.

O ambiente de convivência é muito importante para a saúde de nossos filhos, determinar limites e rotinas tornam o dia a dia mais organizados e sadios para o desenvolvimento das crianças e consequentemente constroem uma vida com tranquilidade e disciplina, elementos essenciais para a formação de uma vida equilibrada.

Artigo enviado por: Marília Tannuri Verni. Mãe de 2 meninos (Ian – 11 anos e Lorenzo – 4 anos), publicitária, idealizadora do portal Grávida em Campinas e proprietária da loja infantil on line Petit Papillon Bebê & Criança. Uma apaixonada pelo universo infantil e por todas as chances que a maternidade nos proporciona.

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