Gymnema Sylvestre: Para que Serve, Benefícios e Propriedades

Também conhecida como Gurmar, o nome da Gymnema sylvestre significa “destruidora de açúcar”.

Utilizada principalmente em forma de capsulas ou chá, é uma das favoritas das medicinas tradicionais orientais quando o assunto é dietéticos e desequilíbrios sanguíneos de glicose.

O que é Gymnema sylvestre

A Gymnema sylvestre é uma planta nativa de florestas tropicais, notadamente da Índia e da África. Seu uso é tradicional na medicina Ayurvedica indiana, principalmente para o controle do diabetes.

Propriedades

A Gymnema sylvestre já é uma velha conhecida da ciência ocidental e muitas pesquisas são feitas utilizando essa erva.

Pesquisas específicas indicaram que suas folhas possuem, entre outras substâncias fitoterápicas, o ácido Gimnêmico.

Esse ácido é o responsável por reduzir a concentração de glicose no sangue, mediando diretamente a insulina e estimulando sua liberação precoce.

Além disso, outros componentes da planta conseguem regenerar as células beta pancreáticas – as responsáveis pela produção de insulina, que estão danificadas no diabetes a longo prazo.

Para que serve

As folhas da Gymnema sylvestre podem ser utilizadas para o controle do diabetes, principalmente o diabetes tipo II.

Seu chá também é utilizado para diminuir a compulsão por doces, inibir o apetite de maneira geral, como diurético e adstringente, eliminando toxinas e melhorando o metabolismo.

Estudos mostraram que o uso regular da folhas de Gymnema sylvestre aumentaram a insulina e peptídeo C circulantes, ambas substâncias essenciais para a degradação da glicose e sua absorção pelos diferentes tecidos do corpo humano.

Esse aumento de insulina foi mais uma melhora de sua capacidade de se ligar a glicose que um aumento propriamente dito. Dessa forma, menores doses de insulina conseguiram captar a glicose circulante, o que diminuiu a glicemia sanguínea e protegeu as células do pâncreas, melhorando quadros de diabetes.

O uso do substrato dessa erva se mostrou tão promissor, que a Gymnema sylvestre perdeu a classificação de medicamento fitoterápico, sendo considerada em protocolos médicos de tratamento ao diabetes mellitus tipo II, pré-diabetes e obesidade.

Isso significa que o uso regular de gymnema não deve ser tratado apenas como um suplemento natural, mas com a seriedade de um remédio controlado.

Gymnema sylvestre

Benefícios da Gymnema sylvestre

– Diminui a compulsão por doces

Melhorar o efeito da insulina no organismo e prevenir o diabetes por meio do pâncreas não são as únicas formas que a Gymnema sylvestre pode atuar.

Estudos demonstraram que, principalmente quando consumida em forma de chá, a gymnema bloqueia as papilas receptoras dos sabores adocicados.

Esse efeito não é permanente, porém durante algumas horas os doces se tornam mais ácidos e desagradáveis ao paladar, diminuindo assim a compulsão e a vontade de repetir a sobremesa.

Veja também: Como diminuir a vontade de comer doces com Picolinato de Cromo.

– Ação termogênica

Quando se aumenta a temperatura do corpo, este gasta mais energia para realizar desde exercícios até funções básicas, como respirar, ler, pensar.

Dessa forma, ao se consumir a Gymnema, o usuário passa a perder mais peso e estocar menos gordura, sendo uma boa opção contra o sobrepeso e obesidade.

– Inibe o apetite

Com mais insulina colocando glicose para dentro das células, mais nosso cérebro recebe sinais de que estamos saciados.

Aliado com o bloqueio da percepção do gosto de doces, o resultado é uma necessidade menor de comida e melhor uso do que foi ingerido, facilitando o cumprimento de objetivos e dietas.

– Regenerar células beta-pancreáticas

As células beta do pâncreas são as grandes responsáveis pela produção da insulina. Em quem sofre de diabetes tipo I, essas células não funcionam por alguma causa autoimune.

Para quem sofre de diabetes tipo II, com o tempo as células beta também começam a atrofiar – é quando os pacientes necessitam adicionar injeções de insulina a rotina diária.

Estudos nesse campo ainda estão em fase pré-clínica, mas se tem obtido bons resultados na regeneração das células beta-pancreáticas de roedores, e á uma expectativa que substâncias presentes na Gymnema sylvestre sejam as primeiras a terem tal efeito, o que pode vir a ser uma marco na ciência mundial.

– Ação Antimicrobiana

Povos africanos já utilizavam a Gymnema sylvestre para melhorar o prognóstico de quem contraia malária. De fato, a planta parece ter uma excelente ação antimicrobiana, conseguindo inibir o parasita responsável pela malária, o fungo responsável pela cândida e facilitar o tratamento com antibióticos em pacientes com pneumonia, tornando as bactérias mais frágeis e suscetíveis.

– Diminui a ansiedade

Segundo costume indiano, já comprovado pela ciência, mascar as folhas da erva Gymnema sylvestre ajuda a acalmar e diminuir ansiedade e impulsos.

Sua eficiência pode ser comparada a alguns remédios psiquiátricos, com efeito rápido e que não induz ao sono.

– Efeito antioxidante

A Gymnema é rica em flavonoides e taninos, tal qual o vinho e o suco de uva. Esses antioxidantes diminuem o estresse oxidativo causado por radicais livres, o que minimiza as chances de doenças cardiovasculares, síndromes metabólicas, doenças do fígado e até mesmo câncer.

Dessa forma, o uso da erva pode ter tanto ou mais benéfico que um cálice de vinho por dia, principalmente por não ter teor alcoólico.

– Potencializa a perda de peso

Através da ação termogênica e da inibição do apetite, a Gymnema sylvestre já mostrava indícios de poder servir como aliada contra a obesidade.

Nos estudos com pacientes diabéticos, entretanto, a erva se mostrou ainda melhor que o esperado, diminuindo consideravelmente o peso corporal dos pacientes em até 6%, um resultado melhor do que o atingido pela maioria dos fármacos industriais.  

– Diminui colesterol e triglicerídeos

Principalmente em pacientes obesos, a Gymnema atuou como reguladora do metabolismo de lipídios, isso é, do colesterol e dos triglicerídeos.

Por reduzir o acúmulo de gordura no fígado e também nos músculos, a planta pode ser considerada uma opção para o controle do colesterol em pacientes resistentes a fármacos e terapias convencionais.

– Melhora quadros inflamatórios

O açúcar e a glicose são mediadores inflamatórios. Isso é, quanto mais açúcar ingerimos, mais estamos sujeitos a inflamações e doenças oportunistas, como gripes e resfriados.

Como a Gymnema sylvestre diminui a absorção de glicose pelo intestino, utilizando outras vias metabólicas, o estado inflamatório do corpo diminui em geral.

A imunidade se torna mais eficaz e diminui a produção de muco e suscetibilidade a crises alérgicas.

Contraindicações

Apesar dos inúmeros benefícios, a Gymnema sylvestre deve ser levada a sério. Ela não é um simples fitoterápico e nem deve substituir outras terapias medicamentosas no caso de diabetes.

De forma geral, a erva é bastante segura para o consumo humano, mas alguns cuidados devem ser tomados.

– Gestantes, lactentes e crianças

Como a maioria das substâncias que ainda estão em processo de estudo e pesquisa, a Gymnema sylvestre não deve ser consumida por crianças e mulheres grávidas, pois não se sabe qual o efeito que ela pode ter sobre o feto ou a saúde dessas populações.

– Interação medicamentosa

Apesar de seu efeito ser principalmente em relação ao diabetes mellitus tipo II, a Gymnema sylvestre não deve ser utilizada nos mesmos horários da medicação regular. Isso porque a medicação para diabetes já predispõe a pessoa a ter hipoglicemia – muito baixa quantidade de glicose circulando.

Se for tomada a Gymnema junto, a crise de hipoglicemia pode ser severa e levar a hospitalização. Além disso, é importante lembrar que de forma alguma a erva substitui os medicamentos formalmente prescritos, principalmente se forem injeções de insulina.

Alguns estudos também pedem cautela ao se utilizar a Gymnema com o AAS, a famosa aspirina.

Efeitos adversos foram relatados por usuários de ambas as substâncias, e por via das dúvidas é melhor evitar a erva nesse caso.

– Alergias

Pessoas propensas a alergias, inclusive aquelas com intolerância a lactose, devem tomar cuidado ao ingerir a Gymnema sylvestre.

Não se chegou a uma conclusão do porquê, mas a erva pode desencadear crises de rinite, manifestações de pele e diarreia nesses indivíduos.

– Tratamentos cirúrgicos

Pessoas que estão se preparando para passar por procedimentos cirúrgicos devem parar o consumo da erva em até duas semanas antes da cirurgia. Isso porque os efeitos que a planta tem na diminuição da glicose sanguínea podem afetar a anestesia e o sangramento em procedimentos de grande porte.

Efeitos colaterais

Apesar de mesmo doses elevadas serem consideradas seguras, usuários podem experimentar dores de cabeça, náusea, diarreia e tontura, principalmente nos primeiros dias.

Não é recomendado começar com quantidades altas e nem tomar por mais de 20 meses seguidos.

Como consumir

Na medicina tradicional indiana, a forma mais comum de se consumir a Gymnema sylvestre é através do chá ou mascando as folhas.

A planta não se adapta bem em todas as regiões do mundo, porém, e por isso pode ser complicado encontrar as folhas in natura.

A forma mais fácil de se consumir a erva no ocidente é por meio de capsulas e comprimidos, encontrados principalmente em lojas de suplementos naturais. A parte positiva desse formato é conseguir controlar com precisão o quanto se está ingerindo por dia, e com isso monitorar seus efeitos mais de perto.

– Chá de Gymnema sylvestre

Deixar a água ferver por pelo menos 5 minutos, com as folhas dentro. Depois, deixar a bebida descansando por 10 até 15 minutos e então consumir.

Se a forma encontrada for em saquinhos de chá, deixe a água primeiro ferver e depois acrescente o sachê. Uma ou duas xícaras podem ser o suficiente por dia.

 A quantidade de água e folhas varia conforme a tolerância ao gosto desse chá, mas em geral pode se começar com ¼ de xícara de folhas para uma xícara inteira de água.

– Cápsulas

Não se tem uma dosagem certa diária, mas cada capsula costuma conter 100mg de Gymnema e se recomenda usar 3 ou 4 capsulas por dia, em diferentes momentos do dia, preferencialmente 30 minutos antes das refeições principais.

diabetes controlada

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