Garcínia Cambogia: O que é, Para que Serve, Benefícios e Efeitos

Descoberta pelo mundo ocidental por volta de 1990, os frutos da Garcínia Cambogia, utilizados por nativos da África, Ásia e Oceania para conservação e aromatização de alimentos, ganharam fama por conterem ácido hidroxicítrico (HCA) em sua casca, um ácido importante para o metabolismo de ácidos graxos e carboidratos, auxiliando na inibição do apetite.

Esses frutos, também conhecidos como malabar tamarindo, goraka ou citrino, começaram a ser comercializados em 1991, usados para combate da obesidade.

O que é Garcínia Cambogia?

Originária do Camboja, sul da África e Indonésia, a Garcínia Cambogia é uma planta cujo fruto lembra uma pequena abóbora, com polpa amarelo avermelhado e sabor bastante ácido.

Os povos nativos das regiões da Ásia e Oceania utilizam a planta com diversas funções, que vão do polimento de ouro e prata à produção de resina e verniz.

Mundialmente, porém, a Garcínia Cambogia ganhou fama pelos seus frutos serem capazes de acelerar o emagrecimento.

Propriedades

A casca dos frutos da Garcínia Cambogia contém HCA, um ácido que impede que ácidos graxos sejam metabolizados pelo fígado.

Quando se ingere HCA, as taxas de glicose no fígado aumentam. Se essas taxas estão altas, o corpo entende que o organismo tem bastante açúcar disponível, e não precisa ingerir ou absorver mais energia por meio de alimentos.

Dessa forma, o apetite diminui e a gordura e o carboidrato ingeridos são eliminados, o que contribui para diminuir também colesterol e triglicerídeos.

Além disso, desconfia-se que o HCA pode estimular a serotonina – hormônio responsável pela sensação de felicidade e bem-estar, o que faz com que a pessoa não só esteja saciada, mas também diminui a compulsão alimentar e a ansiedade.

Por último, o HCA ainda tem efeito sobre a insulina, de forma que o corpo exige menos desta substância para funcionar bem e acaba tendo efeito preventivo sobre o diabetes.

Para que serve?

Utilizada até mesmo em consultório médicos para auxiliar pacientes obesos e com problemas metabólicos para emagrecer, a garcínia cambogia não é milagrosa.

A maioria dos estudos conclui que  usar principalmente a casca dos frutos da garcínia pode ajudar a perder peso, mas apenas quando aliada a uma dieta saudável e exercícios físicos.

A inibição de apetite que a fruta promove não é superior à de outros suplementos alimentares, e o mesmo se dá quanto a sua capacidade de eliminar as gorduras e carboidratos ingeridos.

De forma geral, a garcínia cambogia, apesar de não ser um emagrecedor mágico, tem propriedades positivas e é segura para ser utilizada todos os dias, sendo uma opção natural aos medicamentos disponíveis, benéfica principalmente por atuar apenas no metabolismo e não no cérebro, como a maioria dos emagrecedores farmacológicos.

Estudos clínicos provaram que grupos utilizando a garcínia tiveram menores índices de gordura corporal e menores níveis de colesterol, mesmo quando emagreciam menos que o grupo controle.

Benefícios da Garcínia Cambogia

Não é só para perder peso que a garcínia cambogia é utilizada. Sua longa lista de benefícios é bastante convincente e rica em benfeitorias para o organismo, valendo a pena usar a fruta para fins de saúde diversos

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Efeito termogênico

Não é só pelo HCA que a garcínia cambogia consegue promover emagrecimento. A fruta tem também um efeito termogênico no corpo, isso é, aumenta a temperatura basal normal do organismo.

Com isso, se consome mais energia nas mesmas atividades diárias, e fica mais fácil definir os músculos e aumentar o percentual de massa magra.

Sem risco de dependência

Muito dos medicamentos para a obesidade tem um importante porém: gerar dependência ou mesmo condicionar o organismo a precisar cada vez de quantidade maiores pelo mesmo efeito.

Quem antes conseguia emagrecer com uma dose x, precisa muitas vezes duplicar a quantidade depois de alguns meses.

Apesar de se suspeitar que a garcínia cambogia possa mexer com a serotonina, seu efeito sobre o cérebro não é maior que o de um chocolate, por exemplo. Isso significa que ela melhora o humor, mas não de forma significativa o suficiente para causar dependência.

Dessa forma, aliada aos seus diversos mecanismos de promoção da perda de peso, pode ser usada suplementarmente sempre na mesma dose e de forma mais segura, principalmente por quem não quer recorrer a medidas mais drásticas para entrar em forma.

Melhora desempenho em exercícios

Para quem é sedentário, começar a se exercitar nem sempre é uma tarefa fácil. As dores musculares e o cansaço são uma presença constante no início.

Em dois estudos – um com atletas e outro com pessoas normais – foi descoberto que adicionar os frutos da garcínia a dieta promoveu maior tolerância ao tempo de exercício e melhor resistência.

Para os atletas, isso significou melhor desempenho nos treinos, mesmo de longa duração.

No grupo de pessoas não treinadas, a maioria participantes mulheres, também se verificou uma disposição maior e maior aderência a atividade física a longo prazo, o que os pesquisadores atribuíram a sensação maior de bem-estar e menor de dores e fatiga muscular.

Reduz inflamação

O HCA não só é positivo para inibir o apetite. Ele diminui compostos inflamatórios, como as citocinas, e bloqueia a produção de enzimas e moléculas inflamatórias.

Esse combo de efeitos diminui o dano aos nervos e bloqueia a inflamação do intestino e músculos. Além disso, o HCA estimula outros antioxidantes ingeridos a terem suas ações aumentadas.

Em estudos com animais, os compostos da garcínia cambogia diminuiu o dano oxidativo dos rins, do cérebro e do fígado de forma exemplar.

Combate ao câncer

Os estudos com extratos de garcínia cambogia ainda estão em fase laboratorial, mas com resultados promissores.

Em pesquisas de células de tumores humanos, diferentes compostos presentes na fruta da garcínia bloquearam o crescimento de cânceres de mama, pulmão e sistema gastrointestinal (estômago, intestino, esôfago, cólon, fígado…).

Em alguns desses estudos, notadamente para os cânceres de pulmão e cólon, os compostos presentes não só impediram o crescimento do tumor, mas eliminaram as células malignas já existentes.

Ação Antimicrobiana

Ensaios apontaram as frutas de garcínia cambogia como possíveis fontes de antibióticos.

Mesmo na sua forma in natura, elas foram capazes de bloquear o crescimento da maiorias das bactérias responsáveis por doenças humanas como pneumonia e intoxicações alimentares, o que está de acordo com um de seus usos mais comuns pelos povos que as descobriram – conservante alimentar.

Quando utilizada sobre a pele, em forma de creme ou apenas o suco, melhorou infecções por bactérias e fungos, incluindo a acne.

Em animais, já foi comprovado que a garcínia produz flavonoides capazes de eliminar o parasita responsável pela malária, diminuindo a intensidade da doença, sua duração e melhorando as taxas de sobrevida.

Prevenção de úlceras

Além de ser um bom antibiótico, de forma a matar bactérias nocivas ao estômago, consumir a fruta da garcínia regularmente diminui a quantidade de suco gástrico e a acidez do mesmo, o que consequentemente diminui o aparecimento de refluxo, azia e o surgimento de úlceras.

Reduz inchaço

As folhas e o chá feitos a partir da garcínia cambogia tem efeito diurético e capacidade de eliminar o líquido em excesso no organismo, atuando como um desintoxicante.

A melhor parte é que são considerados diuréticos de efeito leve, capazes de eliminarem o líquido e as toxinas em excesso, mas sem obrigar o usuário a ir constantemente ao banheiro.

Proteção contra diabetes

O uso da garcínia para diabetes ainda é um pouco incerto. Se sabe que a planta, principalmente os frutos, conseguem diminuir a demanda de insulina do corpo humano, mas não se sabe como ou por quê disso.

A melhor resposta até agora está na atuação do HCA sobre o fígado.

O que se sabe, porém, é que em usuários regulares, a garcínia cambogia diminui a absorção de açúcar, a quebra de carboidratos e a metabolização de glicose por diversos órgãos, promovendo níveis glicêmicos mais baixos, armazenando menos gordura e diminuindo a necessidade de altas doses de insulina.

Diminui colesterol e triglicerídeos

Em um estudo com 82 adultos obesos, o HCA diminuiu o colesterol sanguíneo em até 7%, um resultado superior ao de muitos fármacos disponíveis no mercado.

De forma geral, é bem aceito pela comunidade científica que o uso diário de garcínia cambogia diminui tanto o colesterol ruim quanto os triglicerídeos, principalmente no uso a longo prazo, acima de dois meses.

Esse efeito é especialmente benéfico em pacientes obesos e sedentários, que normalmente apresentam mais resistência aos remédios tradicionais.

Aumenta a reserva de minerais

Além de ser uma excelente fonte de vitamina C, o consumo destes pequenos frutos conseguiu aumentar a reserva de minerais e eletrólitos no corpo, principalmente durante o exercício.

Com reservas mais saudáveis de ferro, magnésio, zinco, entre outros, também foi concluído que a fruta deve ser investigada na prevenção de resfriados, gripes e mesmo doenças reumáticas.

Contraindicações

Apesar de ser muito benéfica, a garcínia cambogia não é totalmente livre de riscos. Como a maioria dos suplementos, essa fruta também tem algumas contraindicações e cuidados necessários

Danos ao fígado

Quando consumida em excesso, o HCA presente na casca dos frutos da garcínia deixa de ser um aliado da saúde e passa a ser vilão. Doses muito altas causaram danos irreversíveis em estudos com animais, e por isso é preciso que o uso seja controlado.

Seja a forma in natura ou o extrato, humanos não devem consumir além da dose recomendada, mesmo que estejam tentando emagrecer com rapidez.

Além de não ser uma prática segura, pode trazer danos sérios, principalmente para aqueles com histórico de alcoolismo e hepatites.

Influencia a saúde mental

Em pacientes com doenças psiquiátricas, o uso de garcínia deve ser acompanhado por um médico.

Além de aumentar a energia, já foram relatados casos onde o uso de garcínia cambogia desencadeou episódios de mania e ansiedade. Em excesso, pode causar delírios e alucinações.

Dados cardíacos

Novamente, o culpado pode ser o aumento exagerado da disposição e energia. Em doses elevadas, há relatos de pessoas que precisaram ser internados com arritmias, inflamação cardíaca e angina.

Pacientes cardiopatas só devem consumir após aprovação do cardiologista.

Interação medicamentosa

Quem sofre de diabetes tipo 2 sabe que além da glicose alta, a glicose muito baixa também é um problema sério.

Quando utilizada com outros remédios para diabetes, a garcínia cambogia pode diminuir o açúcar do sangue em excesso, levando a crises de hipoglicemia.

Apesar de ser útil para aqueles indivíduos que querem prevenir a diabetes, quem já tem deve evitar utilizar a fruta, mesmo em casos de obesidade.

Gestantes, lactentes e crianças

Quem está grávida, amamentando ou tem crianças pequenas não deve consumir a fruta em nenhum formato.

Não existem estudos ainda sobre a garcínia cambogia durante a gravidez e, por isso, não se sabe quais podem ser seus efeitos sobre o feto, principalmente em vista das modificações metabólicas que promove.

Da mesma forma, o organismo de crianças pequenas ainda não está maduro o suficiente para receber essa suplementação, sendo atividades físicas e bons hábitos alimentares mais benéficos mesmo em casos de obesidade e sobrepeso.

Efeitos colaterais

Apesar de bastante segura, infelizmente para muitos usuários a garcínia não vai ser uma boa opção. Em pessoas mais sensíveis a apresentarem efeitos adversos, o consumo regular da fruta pode gerar náuseas, vômitos, dores de cabeça, dores abdominais, cólica e erupções cutâneas.

Quem apresentar algum desses sintomas deve descontinuar o uso imediatamente. Em caso de icterícia, é recomendado procurar o serviço de saúde mais próximo.

Além dessas contraindicações, pessoas com mal de Alzheimer, demência e Parkinson devem evitar o uso da garcínia ou serem acompanhadas por médico neurologista e psiquiatra, pelo risco de desencadear crises piores de suas doenças base.

Como consumir

Os frutos da garcínia cambogia podem ser consumidos in natura, mas normalmente seu gosto é considerado muito forte e ruim, e é difícil de ser apreciado.

Encontrar a fruta também pode ser problemático, pois ela não é nada comum no Brasil.

Pensando nisso, a indústria desenvolveu capsulas da garcínia em pó, que podem ser encontradas contendo componentes isolados ou completos.

Essas pílulas podem ser achadas em lojas de suplementos alimentares e devem ser tomadas entre 15-30 minutos antes das refeições.

Como regra geral, cada comprimido tem cerca de 500mg e podem ser utilizados até 3 comprimidos por dia, não ultrapassando os 2500mg diários.

Para aqueles que não gostam de capsulas, existe uma versão do suplemento em formato líquido. De uma até três gotas antes das refeições é dosagem suficiente para aproveitar seus benefícios, mas em caso de dúvida pode-se procurar na bula a quantidade recomendada, lembrando sempre de não tomar mais que o recomendado.

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